CARNAVAL E CONTAS PÚBLICAS

O CARNAVAL, O FUTEBOL E AS CONTAS PÚBLICAS, QUE ATRAVÉS DOS DIVERSOS IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES, TODOS OS BRASILEIROS PAGAM...

Início de ano é época de descanso, de viagens, época de se pensar em carnaval, época de festa, de diversão e descontração...

Inicia-se também os jogos de futebol, dando início aos campeonatos estaduais, que, seguidos do campeonato nacional, dentre outros, prenderá a atenção da sociedade o ano todo, e que, para a maioria, será o principal entretenimento e passatempo, em especial nos finais de semana. Namorar, brincar com o cachorro, com as crianças, já começa inclusive, a ficar em segundo plano.

Nada contra a diversão, pois ela é necessária para que as pessoas vivam melhor e de forma mais saudável... Mas até que ponto deve se divertir? Será que dá forma como tem ocorrido?

No caso do carnaval, os representantes do povo, eleitos diretamente por este, segundo a imagem que passam, até se preocupam com as pessoas, alertando inclusive para o uso da camisinha, que distribuída gratuitamente, nesta época ganha uma maior ênfase publicitária. Não raramente, há quem diga, ser esta divulgação uma indução à promiscuidade... Mas, comentários a parte, o carnaval é só diversão...

Mas o que soa estranho é o volume de dinheiro público que se investe para sustentar o carnaval e o futebol. Prefeituras quebradas garantem a apresentação de bandas que custam uma fortuna aos cofres públicos; enquanto a justiça, a educação e a saúde ficam marginalizadas, funcionando do jeito que dá; parecendo que, ao invés do investimento em carnaval e futebol objetivar garantir a diversão do povo para compensá-lo de uma vida sofrida, é esta uma forma de desvio de sua atenção, para que este não enxergue os delitos políticos, que embora estejam escancarados na mídia como um tapa na cara de toda a sociedade, não se vê atitudes imediatas para extinguir o mal. Quando há punições, os julgamentos são feitos décadas após o delito, e a sociedade, sem saber em que direção está indo e de tanto ver impunidades, ainda aplaude os julgadores, que depois de tanto tempo, não conseguem sequer recuperar dos saqueadores, os prejuízos causados aos cofres públicos.

Ao meio de tanto empenho público para embriagar o povo, há fatores sociais relevantes que deveriam ser divulgados, fatores estes que ocorrem paralelamente à farra, que não são percebidos por estar a sociedade com os olhos vendados e direcionados ao carnaval e às viagens para cidades diversas, conforme o poder aquisitivo de cada um.

Na época em que há o maior desvio da atenção social e a maior farra da nação, as prefeituras do país tem o dever de disponibilizar todas as contas públicas para o livre acesso de qualquer contribuinte, como preconiza o artigo 31, parágrafo 3º da Constituição Federal. De acordo com a Constituição, as contas dos municípios devem ficar durante 60 dias à disposição de qualquer contribuinte, para exame, apreciação e questionamento de legitimidade das mesmas. Não há uma data estipulada, mas como é dever do executivo, apresentar ao legislativo as contas nos primeiros sessenta dias após o início da sessão legislativa, presume-se que isso também deva acontecer nesses primeiros sessenta dias, época em que as pessoas se preparam para a festa, estão em festa ou de ressaca causada pela festa "carnaval"...

Curioso é que nenhuma lei orgânica estipula o prazo em que as contas ficarão disponíveis, por presumir, é claro, que nenhum brasileiro terá interesse em conhecer as receitas e despesas de sua cidade, e que nenhum brasileiro estará sóbrio o suficiente para fazê-lo, ou sequer sabe ser esta, uma previsão constitucional e um direito de qualquer brasileiro.

Mas ainda com todo direito a seu favor, será que numa época de tanta festa, teria o povo capacidade de analisar as contas públicas?
Coincidência tanto incentivo público à euforia social nesta época e nenhum comentário sobre a fiscalização a que o povo tem direito?
Se pensar antes de responder, você dirá que não é coincidência... E talvez, se pensar um pouco mais, repense o seu próximo carnaval e se embriague menos... Afinal, a embriaguês não faz mal a ninguém, mas depois do excesso, qualquer ser se torna sem noção...

E qual será o número de brasileiros que exerce o seu papel de cidadão disposto no artigo 31, parágrafo 3º da Constituição Federal?

Enquanto o brasileiro não fiscaliza as contas para conter os abusos, uma famosa máxima continua sendo praticada... "DÍVIDA PÚBLICA NÃO SE PAGA, ROLA-SE". E dane-se o povo, afinal, a dívida é sua...

Postado por Administrador em 12/03/2013.


Para comentar, você precisar estar logado no site. Clique aqui e faça o seu login.

Lista de comentários:


Não há comentários, faça o seu comentário acima.

APOIO



PATROCINE, ANUNCIANDO AQUI!